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LUZES NO CÉU – O QUE SÃO?

Pessoas em diversos estados no Brasil, tem relatado misteriosas luzes no céu, em dias e horários diferentes. Descrevendo como diversos pontos brilhantes que simplesmente surgem em um local específico, enfileirados, com distâncias semelhantes uma das outras. Da mesma forma que aparecem, somem em um ponto mais a frente. A quantidade é sempre considerável, chegando a mais de 20 pontos luminosos, seguindo uma mesma direção. Algo que nunca presenciaram antes!

Diversos pesquisadores de Dakila Pesquisas, receberam perguntas sobre esse possível fenômeno, já que explicações alegando meteoritos, asteroides ou treinamento militar, não convenceram quem observou essas movimentações nos últimos meses, no céu de diversos estados.

Mas o que realmente seriam esses estranhos brilhos?

A resposta é mais comum do que se parece, essas luzes são simplesmente uma constelação de satélites! Especificamente, satélites da Space X, denominados de Starlink.

A Space X foi fundada em 2002 por Elon Musk, conhecido CEO da Tesla Motors, a empresa privada americana trabalha no desenvolvimento de tecnologias espaciais, projetando, fabricando e lançando regularmente espaçonaves em órbita. Dentre suas criações, estão os satélites Starlink, que foram criados visando a implantação de um sistema de internet banda larga, iniciando os serviços com os EUA e Canadá em 2020, ampliando posteriormente para o resto do mundo, podendo também vender para uso científico ou militar. Tudo dependerá da negociação com a maior operadora de satélites do mundo atualmente.

OBSTÁCULOS ASTRONÔMICOS

Devido ao seu designer de tela plana e altitude operacional final de 550 km, eles rebatem com muita facilidade a luz, sendo visíveis a olho nu, principalmente após o pôr do sol ou antes do amanhecer. São chamados de constelação de satélites pelo motivo de serem enviados em grande quantidade, utilizando ao máximo os recursos das espaçonaves que os transportam. Além de ficarem alinhadas em uma mesma rota. Mas essa não é a única empresa que pretende colocar constelações de satélites em órbita, a OneWeb e Amazon, planejam por de 2 a 3 mil dessas tecnologias no céu.

A comunidade que estuda astronomia e radioastronomia já emitiu diversas reclamações a Space X, alegando que o material utilizado no revestimento dos equipamentos, está atrapalhando os trabalhos de observações do céu noturno, além de expressarem a preocupação com a questão das ondas de rádios emitidas em tão baixa altitude (550km). O receio é que os sinais dos satélites atrapalhem nos sinais que a radioastronomia utiliza, mesmo que as frequências sejam diferentes, ainda pode existir a interferência.

Algumas unidades do Starlink, lançados em 2020, já tiveram seu revestimento trocado por um de cor escura que estão sendo chamados de Darksat, mas só teremos confirmação de sua validade em não refletir a luz, quando esses pequenos satélites se posicionarem em sua órbita final, antes disso, eles continuam visíveis, tendo inclusive filmagens do Darksat com intensidade de luz, semelhante aos modelos anteriores.

A empresa OneWeb se posicionou diante da preocupação da comunidade astronômica, dizendo que tomariam todas as medidas para que não atrapalhem o trabalho de nenhum setor, por tal motivo, consultaram astrônomos antes para certificar que não causariam transtornos. Além disso, seus satélites ficariam a 1,200 km de altitude. Infelizmente a empresa após colocar cerca de 70 satélites em órbita, dos 650 iniciais, entrou com processo de falência devido a pandemia do covid-19.

Além da visibilidade e frequências de rádio, outra coisa que preocupa é a quantidade de objetos que serão colocados nos próximos anos! Para este momento os observatórios conseguem com mais tempo de trabalho retirar os satélites de suas imagens captadas, através de manipulação digital. Seriam em torno de 05 minutos de captação desses objetos, mas quando aumentar a quantidade, tornará o trabalho muito difícil, pois passariam de “minutos” para “horas” de exposição diante dos grandes e sensíveis telescópios.

QUANTIDADE DOS STARLINK

Os primeiros 02 satélites da Starlink foram enviados para testes no início de 2018, no ano seguinte cada missão levava cerca de 60 unidades por vez. De acordo com o site, no dia 18 de março foram enviados mais 60 unidades em sua 06º missão, já existindo programação para outro lançamento no mês de Abril, isso fará com que ultrapassem o número de 400 satélites Starlink em órbita, de acordo com a quantidade de envios por missão e descontando possíveis baixas.

A Space X recebeu a aprovação do “Comissão Federal de Comunicações (FCC)” para operarem 12 mil satélites, mas a pretensão da empresa é chegar a 42 mil unidades. A primeira fase de implantação dessa constelação contará com 1584 satélites em 72 órbitas diferentes de 22 unidades cada, todos a 550 km de altitude. A empresa espera ter o seu sistema completo em 09 anos, tendo a metade implantada em 06 anos, a contar a partir dos primeiros satélites colocados em órbita.

APLICATIVOS DE RASTREIO

Para ajudar a identificar os objetos espaciais em tempo real, existem aplicativos que mostram as rotas e horários de diversos satélites, como o caso do Heavens Above. O site fornece acesso a diversas tabelas com informações completas como as datas, horários, magnitude, azimute e a altitude que passará o objeto de sua pesquisa. O aplicativo pode ser baixado pelo próprio site ou pelo Google Play Store.

Sendo um objeto criado pelo homem, ele aparecerá identificado nesse e em outros aplicativos de rastreio.

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Um comentário sobre “LUZES NO CÉU – O QUE SÃO?

  1. Devido ao seu designer de tela plana :trocar por “design” (não conheço equivalente em português,pois significa mais do que simplesmente “desenho”). Muito boa matéria.Vou repassar.

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